Musa do arrebalde Valdinéia poderia ser chamada de beldade, por alguém que recusasse encarar a verdade; tão desprovida é de encantos, que ninguém lhe põe quebrantos. Mais cobiçada ficou na cidade depois que comprou uma bis: passou a sentir-se então mulher fatal. Em seu "sonho de metal", ela se vê mulher fatal. Por onde transita com sua máquina cor de rosa ela se acha a musa da gota serena - um pecado ambulante a enfeitar a tarde como uma musa do arrebalde.
Escrito por brasigoisfelicio às 21h52
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Aos edifícios dão nomes nobres Luiz de Camões,Palace, Liberdade nunca vi um que se chamasse Palhoça e mesmo os que têm nomes esnobes por vezes desabam, como castelos de cartas. ... Um caiu, no Rio Maravilha, porque Sérgio Naya o edificou com areia da praia, para economizar material. A outros arrancam vigas e pilastras, em obras eternas que viram tragédias.De repente, não mais que de repente, pessoas, nomes, gentes, viram apenas corpos estraçalhados a ponto de serem confundidos com entulhos. Tudo porque no país do jeitinho há leis que pegam, e outras que não pegam.Ver mais
Escrito por brasigoisfelicio às 21h43
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Fernanda Montenegro, presença luminosa Brasigóis Felício É uma lamentável marca deste tempo de trivialidades: o que é essencial vai sendo esquecido, enquanto o espetáculo do supérfluo, com seu brilho de purpurina, nunca sai de cartaz. E se contenta em desfilar como celebridades de um dia ou semana. No plano da arte, assim como em muitos outros, isto é bem evidente: hoje qualquer pessoa que participe de uma telenovela, que arranhe algum instrumento, ou borre algumas telas, é chamado de artista. Já ser músico, pintor, escultor, gravurista ou ator, é outra coisa mais verdadeira e profunda. Isto é para os que são artistas de verdade, não para os que aparentam ser, ou se vendem como tais. Qualquer pessoa desprovida de talento pode dizer-se artista, uma vez que seu desempenho pode ser otimizado, ou ser tornado palatável, por recursos como o vídeo tape, a repetição interminável, e até alguma lágrima artificial. Já no Teatro, é a cena viva, a que se faz presente e palpita - qualquer erro ou desconcentração é fatal, pode matar o espetáculo inteiro. Tal constatação vem de Fernanda Montenegro, em entrevista ao Globo News. E há de se considerar sua autoridade (como pessoa íntegra e artista de verdade) para dizê-lo. Fernanda, no limiar ou já completando 80 anos de idade, e boa parte disto de vida artística bem vivida e realizada, faz comparações entre nossa época atual e aquela em que ela e Fernando, seu marido, unidos a artistas de sua companhia. "Para financiar nossos espetáculos, diz Fernanda Montenegro - tínhamos que recorrer aos bancos. Éramos recebidos e tratados com respeito, levados até a porta pelos gerentes. Os papagaios que assinávamos eram pagos com as bilheterias. Hoje tudo é controlado pelo Governo, tudo passa pelas leis de incentivo, onde só são aprovados os que são simpáticos ou têm amigos no Ministério da Cultura". Qualquer semelhança com a Rússia comunista, onde artista ou pessoa da sociedade não sobrevivia se não fosse portador da carteira do partido, não é mera coincidência. Fernanda Montenegro é de uma limpidez cristalina, em sua fala: "Sou de uma geração que acreditava que a pessoa deve viver com os frutos de seu trabalho - sendo muito ou pouco o que ela ganha.Isso era viver com dignidade". Sabemos hoje que tais valores de vida foram deixados de lado. O que vale, e do que as pessoas se vangloriam, é levar vantagem em tudo, não tendo importância alguma as derrapadas da moral e do caráter.Indagada sobre se os melhores anos de sua vida foram os de sua mocidade - idéa aceita pela maioria das pessoas - a grande pessoa-atriz diz que não: seus momentos mais intensos foram aqueles em que teve encontros com a Consciência. Quanto à solidão presumida em que vive, pelo fato da morte do marido, ela diz que não sofre isto: "Fernando está sempre presente, por isto não sentimos tanto a falta dele: "Quando os casais são viciados um no outro, continuam dialogando, mesmo depois que um deles se vai para dentro da grande noite da morte". (Crônica publicada no jornal O Popular, seção crônicas & outras estórias, em 20.01.2012)
Escrito por brasigoisfelicio às 20h08
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Patrícia Accioly, mulher-coragem Brasigóis Felício Patrícia Acioly foi mulher-coragem leal a seu dever, honrou a magistratura no ofício de aplicar as leis segundo os fatos processuais. Por sua honradez e firmeza tornou-se pessoa marcada para morrer condenada pelo crime organizado a grassar como praga, a partir de São Gonçalo, espraiando-se por todo o Rio de Janeiro e em todo o território brasileiro. A sua foi mais uma morte anunciada a proclamar a vitória da bandidagem.
Escrito por brasigoisfelicio às 21h37
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Máquina americana de espalhar câncer
Surgiu a explicação para o fato de o câncer da presidenta Cristina Kirchner evoluir de maligno para benigno: é que o ditador Hugo Chaves chiou, então o Obama mandou desligar a máquina de espalhar câncer entre os presidentes na América Latina.
Escrito por brasigoisfelicio às 20h05
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A falta de amor é irmã siamesa da falta de amor. Pessoas que estão sempre zangadas ou se fazem enfezadas alimentam com sua carranca a sua fome de amor. E porque não amam, não são amadas, e passam a praticar a agricultura da dor. quando a alma espana e a alegria de viver entra em parafuso.
Escrito por brasigoisfelicio às 05h10
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Dilmês para o mundo O mundo parou para ouvir o Dilmês corrente - escrito, é claro, por quem do assunto entende e consegue colocar, em frases de obviedade ululante, posições antiamericanas de nosso esquerdismo infantil - bolivarista por influência das bravatas do Chavez, e do Garcia Top Top, chanceler de fancaria para assuntos da periferia do nada. Foi um assombro, acreditem! A mulé falou grosso, com seu estilo deixa que eu chuto afinada com a megalomania lulesca: nunca este mundo, quiçá no universo, etc, etc, venho do lugar onde judeus e árabes convivem como irmãos. Pode ser, mas o caso é bem diferente: quanto simplismo! Quanta demagogia de buteco, ou de aparelho burguês de companheiros!
Escrito por brasigoisfelicio às 18h28
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Não há lugares perfeitos: Só vai conhece o paraíso quem já o tem em si mesmo.
Escrito por brasigoisfelicio às 18h54
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No cafofo do Zé Dirceu tanto vai Naná quanto o Lineu Morfeu sempre bate o ponto disfarçado de Gabrielli - um que é malandro com todos os e-les.
Escrito por brasigoisfelicio às 18h53
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Patrícia Accioly, mulher-coragem Patrícia Accioly, um nome a entrar na história da dignidade e coragem da magistratura brasileira. Por sua honradez, foi marcada para morrer e sua morte anunciada não comoveu os do andar de cima em São Gonçalo, como em todo o Rio de Janeiro e no país do carnaval, da gentileza, e do jeitinho brasileiro, a roubania institucionalizada alastra-se como praga. Patrícia não foi a primeira, nem será a última vítima dos quadrilheiros de colarinho branco e da bandidagem das ruas. no Brasil, segurança é para as altas autoridades, e seus familiares não para os que cumprem o seu dever para com as leis, e pagam impostos honradamente. Os do andar de baixo transitam na incerteza e no risco do "salve-se quem puder".
Escrito por brasigoisfelicio às 15h43
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Ninguém me ama em Miami ninguém em Miamar haverá de me amar.
Escrito por brasigoisfelicio às 18h40
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NUNCA ANTES NESTE PAÍS A BARRA ESTEVE TÃO LIMPA PARA OS POLÍTICOS FICHA-SUJA.
Escrito por brasigoisfelicio às 19h24
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A esfinge está solta no Planalto: Jobim foi demitido por falar demais, Palloci exonerado foi por não falar nada: os outros colocaram as barbas no molho.
Escrito por brasigoisfelicio às 18h35
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LEMBRANÇAS As lembranças com quem nos deitamos passam a ser nossos amos Mas se a lembrança é como um cão que se deita onde quiser, podemos escolher se queremos levar cães amáveis ou ferozes, para a nossa cama.
Escrito por brasigoisfelicio às 14h49
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IRMÃS brasigois Felicio Difícil saber se a floresta é mãe da água, ou se a água é mãe da floresta Talvez elas sejam irmãs siamesas, e falecem se não vivem uma bem junto da outra - se uma entra em falta, a outra falece.
Escrito por brasigoisfelicio às 07h14
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